Perdas de água corporal
Estamos continuamente a perder a água do organismo, o que vem reforçar a necessidade de uma hidratação correcta.
Existem 4 formas pelas quais perdemos água:
- Urina – é excretada pelos rins. O principal mecanismo pelo qual o corpo mantém um equilíbrio entre a ingestão e a excreção de água é precisamente a regulação renal. O rim tem de ajustar a excreção de água e electrólitos de forma a manter o equilíbrio electrolítico9.
- Fezes – é também uma das formas de perder água, embora seja num volume muito reduzido. Esta perda torna-se grave em caso de diarreia intensa, que pode levar a uma desidratação grave e eventual morte, se não for tratada rapidamente1
- Perdas insensíveis – não nos apercebemos delas, acontecem através da respiração, pela libertação de vapor de água, e através da pele, por difusão. Esta última acontece mesmo na ausência de glândulas sudoríparas e é minimizada pela camada de células cutâneas e pela própria gordura da pele. Por exemplo, em queimaduras extensas, quando a camada de células da pele é destruída, a perda de água pela pele pode ascender aos 3-5 litros/ dia1.
- Sudorese – esta perda também é variável, porque depende muito do nível de actividade física e da temperatura ambiente. Quanto mais intensa for a actividade física e mais elevada for a temperatura do ar, maior é a necessidade de hidratação. É pela sudorese que conseguimos baixar a temperatura corporal em climas muito quentes. Para além de água, o suor contém electrólitos como o sódio e o cloro (ver Tabela 2.1A). Portanto, a reposição de água deverá acompanhar-se da reposição electrolítica.
Tabela 2.1A – Constituintes do suor
| Constituintes do suor |
Quantidades mmol/l |
| Sódio |
20-80 |
| Cálcio |
0-1 |
| Potássio |
4-8 |
| Magnésio |
< 0,2 |
| Cloro |
20-60 |
| Bicarbonato |
0-35 |
| Fosfato |
0,1-0,2 |
| Sulfato |
0,1-2,0 |
Maughan (1994)