Medição do estado de hidratação
Não há nenhum método laboratorial universalmente aceite para determinar o estado de hidratação11. No entanto, existem vários métodos que podem ser utilizados que variam no preço e no facto de serem mais ou menos invasivos18. Estimativa da Água Corporal Total por métodos de diluição – consiste na introdução no organismo de um isótopo, normalmente óxido de deutério, em volume e concentração conhecidos, sendo depois analisada a sua concentração numa amostra de um fluido corporal (sangue ou saliva). É um método muito exacto e fiável, com um erro máximo de 1%, no entanto é caro e analiticamente complexo. Osmolalidade plasmática – trata-se do primeiro sinal fisiológico de regulação do balanço hídrico e raramente varia além dos 2%. A osmolalidade é controlada de forma a permanecer em valores de, aproximadamente, 285 mOsm/kg (Painel DRI 2005). As perdas de água pela transpiração, se não forem repostas, diminuem o volume de líquidos corporais. A osmolalidade plasmática aumenta 5 mOsm/kg por cada 2% de perda de massa corporal pelo suor. Este método é exacto e fiável, mas analiticamente complexo, caro e invasivo, uma vez que envolve o exercício físico intenso para criar condições para análise. Concentração urinária – o volume reduzido, a densidade alta, a osmolalidade alta e a cor escura são os marcadores urinários para a desidratação. Este método é fácil e rápido. A desvantagem é que é pouco fiável, uma vez que os resultados podem ser influenciados pela hora de colheita da urina, por factores nutricionais e mesmo pela ingestão de grande volume de bebidas. Massa corporal – alterações agudas na hidratação são calculadas pela diferença de massa corporal diária (1g de massa corporal perdida equivale a 1ml de liquido perdido). É um método fácil e rápido, mas pouco fiável pois a alteração da massa corporal pode ser “confundida” por outras mudanças da composição corporal, diferentes da água. Marcadores sanguíneos – para além da osmolalidade plasmática, também se recorrem a outros marcadores sanguíneos, como o volume sanguíneo que diminui proporcionalmente ao grau de desidratação e o sódio no qual se reflectem logo as alterações da osmolalidade. São analiticamente complexos, caros, invasivos e dependentes de variáveis. Bioimpedância – o método usa uma corrente de baixa voltagem que passa entre dois eléctrodos colocados na pele e mede a resistência à passagem da corrente, a qual é inversamente proporcional à quantidade de líquidos presentes. É fácil e rápido, no entanto depende de muitas variáveis que podem influenciar os resultados. |